PRESERVAR É NOSSO DEVER

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MESTRE EM ENGENHARIA URBANA E AMBIENTAL NA ÁREA DE SANEAMENTO AMBIENTAL PELA UFPB, ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL,QUÍMICA INDUSTRIAL E LICENCIADA EM QUÍMICA PROFESSORA DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DA PARAÍBA DA DISCIPLINA QUÍMICA.
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Petróleo

Petróleo (do latim petroleum, petrus = pedra e oleum = óleo, do grego πετρέλαιον [petrélaion], "óleo da pedra", do grego antigo πέτρα [petra], pedra + έλαιον [elaion] óleo de oliva, qualquer substância oleosa, no sentido de óleo bruto), é uma substância oleosa, inflamável, geralmente menos densa que a água, com cheiro característico e coloração que pode variar desde o incolor ou castanho claro até o preto, passando por verde e marrom (castanho). Trata-se de uma combinação complexa de hidrocarbonetos, composta na sua maioria de hidrocarbonetos alifáticos, alicíclicos e aromáticos, podendo conter também quantidades pequenas de nitrogênio, oxigênio, compostos de enxofre e íons metálicos, principalmente de níquel e vanádio. Esta categoria inclui petróleos leves, médios e pesados, assim como os óleos extraídos de areias impregnadas de alcatrão. Materiais hidrocarbonatados que requerem grandes alterações químicas para a sua recuperação ou conversão em matérias-primas para a refinação do petróleo, tais como óleos de Xisto crus, óleos de xisto enriquecidos e combustíveis líquidos de hulha, não se incluem nesta definição.
O petróleo é um recurso natural abundante, porém sua pesquisa envolve elevados custos e complexidade de estudos. É também atualmente a principal fonte de energia, servindo também como base para fabricação dos mais variados produtos, dentre os quais destacam-se benzinas, óleo diesel, gasolina, alcatrão, polímeros plásticos e até mesmo medicamentos. Já foi causa de muitas guerras e é a principal fonte de renda de muitos países, sobretudo no Oriente Médio. Além de gerar a gasolina que serve de combustível para grande parte dos automóveis que circulam no mundo, vários produtos são derivados do petróleo como, por exemplo, a parafina, GLP, produtos asfálticos, nafta petroquímica, querosene, solventes, óleos combustíveis, óleos lubrificantes, óleo diesel e combustível de aviação.
As aplicações do petróleo

O petróleo depois de tratado, é utilizado como produtos petrolíferos ou são incorporados na fabricação de outros produtos químicos. O petróleo é utilizado para fazer gasolina, querosene de aviação que é combustivel de aviões e queronese de iluminação que é utilizado como fonte de luz ou combustivel doméstico, também serve para produzir gasóleo que é utilizado em motores de ignição por compressão ou para aquecimento, também é utilizado em lubrificantes que reduzem o atrito e o desgaste entre duas superfícies. É utilizado na industria de transportes, o asfalto é um produto petrolífero que é obtido do resíduo do petróleo e é utilizado principalmente na pavimentação de estradas. Também é utilizado nos termoplásticos, no poliestireno, no polieteno, no Policloreto de Vinilo (PVC), nos plásticos termoestáveis, também é utilizado no poliéster, no poliuretano nos silicones e em medicamentos.
Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Petróleo
http://omundomaterial.blogspot.com/2006/05/as-aplicaes-do-petrleo_12.html

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Degradação da mancha de petróleo é acelerada por novo micróbio

Pesquisadores americanos descobriram que a rápida degradação da mancha de petróleo no Golfo do México pode estar sendo causada por uma nova bactéria

O petróleo alterou a comunidade de micróbios significativamente estimulando a formação de bactérias responsáveis pela degradação do óleo
Por causa do vazamento de petróleo no Golfo do México, uma mancha de óleo foi formada no fundo do oceano entre 1000 e 1200 metros de profundidade e com uma extensão de 16 quilômetros a partir do local onde ocorreu o vazamento. Um estudo realizado pelo laboratório da Universidade de Berkley, EUA, descobriu que a atividade de micróbios, encabeçada por uma espécie nunca antes observada, realiza a degradação do petróleo muito mais rápido do que se esperava e sem reduzir o nível de oxigênio na água de maneira significativa. O estudo será publicado no periódico Science na quinta-feira (26).

O ecologista Terry Hazen, chefe da pesquisa, recolheu dados entre os dias 25 de maio e 2 de junho de 2010 e disse que os "resultados mostraram que o petróleo alterou a comunidade de micróbios significativamente estimulando a formação de bactérias responsáveis pela degradação do óleo". O crescimento da população dessas bactérias na alta profundidade do Golfo do México e a rápida taxa de degradação do petróleo — de 1 a 6 dias — pode ser um dos mecanismos principais por trás da diminuição da quantidade de óleo disperso.

De acordo com os pesquisadores, o petróleo vazado no Golfo do México representou uma introdução significativa de carbono ao ecossistema da região do vazamento. Hazen e sua equipe determinaram que o micróbio dominante na mancha de óleo é uma nova espécie, muito próxima dos membros da família dos Oceanospirillales, particularmente Pleispirea antarctica e Oceaniserpentilla haliotis. Contudo, Hazen acredita que outros fatores podem ter contribuído para a aceleração da degradação do petróleo.

Os pesquisadores americanos atribuem a degradação acelerada do petróleo em parte por causa da natureza do óleo na região do golfo, que contém grandes quantidades de um componente volátil que é mais fácil de ser degradado. O uso de dispersantes químicos também pode ter acelerado o processo por causa do tamanho reduzido assumido pelas partículas de petróleo. Além disso, a grande quantidade de vazamentos no Golfo do México pode ter feito com que a vida microbiana no fundo do oceano se adaptasse, acelerando a degradação dos hidrocarbonetos. O pesquisador explicou que mais estudos terão que ser realizados para que resultados conclusivos sobre a principal causa da aceleração sejam divulgados. Apesar disso, os pesquisadores já contam bom uma boa notícia.

Uma das maiores preocupações sobre a degradação de petróleo por meio de micróbios na mancha é que o processo natural poderia consumir grandes quantidades de oxigênio, criando as chamadas "zonas-mortas" na água, onde os organismos que precisam de oxigênio não consegue se estabelecer. No entanto, os pesquisadores da Universidade de Berkley descobriram que a concentração de oxigênio fora da mancha era de 67% — frente aos 59% dentro da mancha. A baixa concentração de ferro na água do mar pode ter impedido que a concentração de oxigênio diminuísse muito, uma vez que várias enzimas responsáveis pela degradação do petróleo possuem ferro como componente. "Como não existe muito ferro disponível para formar essas enzimas, a degradação do carbono é mais lenta e o consumo de oxigênio menor", concluiu Hazen.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/degradacao-da-mancha-de-petroleo-e-acelerada-por-novo-microbio

Mancha no Golfo do México estimula bactérias degradadoras de petróleo

Estudo foi feito com 17 amostras de águas profundas da região.
Micro-organismos podem ser os mais eficientes no combate à mancha.
Do G1, em São Paulo
Amostras colhidas do fundo do oceano na região da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, revelam que o derramamento de petróleo no local estimulou bactérias biodegradadoras, que podem representar a arma mais eficiente de combate aos resquícios do desastre ambiental.
O trabalho, de autoria de Terry Hazen e colegas, será publicado na próxima edição da revista Science.
A coleta do material foi feita por navios em operação na região entre os dias 25 de maio e 2 de junho. Foram levadas 17 amostras de água entre 1.099 e 1.219 metros de profundidade, a uma distância de até 10 km do poço.
Bactérias degradam petróleo em amostra da mancha acarretada pelo vazamento na plataforma Deepwater Horizon. (Foto: Science / AAAS)
Variedades de protobactérias gama estavam presentes no material recolhido. Sequeciamento de genes permitiu identificar os micro-organismos como pertencentes à ordem Oceanospirillales.
Quase todas as protobactérias gama são conhecidas por degradar hidrocarbonetos e são estimuladas pela presença de petróleo em ambientes frios, como é o caso das águas profundas do Golfo do México.
Os organismo não necessitam de oxigênio para respirar e sua ação na biodegradação do petróleo poderia passar despercebida pelos métodos convencionais de detecção desta atividade, que se baseiam nos níveis de concentração de oxigênio na água.
O impacto das protobactérias gama vai depender de fatores como a resposta dos micro-organismos ao aumento da concentração de hidrocarbonetos, compostos que compõem o petróleo, ou de dispersantes.
Para os pesquisadores responsáveis pelo trabalho, há um potencial para a dissipação da mancha de óleo a mais de 1.000 m de profundidade com o método, sem acarretar queda abrupta nos níveis de oxigênio da água, ameaça que pode comprometer a vida marinha no local.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/08/mancha-no-golfo-do-mexico-estimula-bacterias-degradadoras-de-petroleo.html

sábado, 21 de agosto de 2010

PRÉ-SAL

A camada do pré-sal já foi manchete, polêmica e até bandeira da próxima campanha presidencial. Apesar dos bilhões de barris de petróleo alardeados pelo governo, que estão supostamente encobertos por espessas camadas de sal abaixo do leito do mar brasileiro, muito do que se falou até hoje são meras conjecturas. O que realmente significa o pré-sal para o país? Como essa riqueza será explorada? Quais são as garantias de que a extração de petróleo nessas áreas é um bom investimento? Essas e outras respostas irão ajudar você a entender a questão.
1. O que é o pré-sal e onde ele está situado?
2. Qual é o potencial de exploração de pré-sal no Brasil?
3. Quanto representa esse potencial em nível mundial?
4. Como o Brasil vai explorar essa riqueza?
5. Quanto deverá custar o projeto?
6. Há alguma garantia que justifique o investimento?
7. Quais são os riscos desse investimento?
8. Onde será usado o dinheiro obtido com a exploração?
9. O que acontecerá com os contratos de concessão do local já licitados e assinados?
É uma porção do subsolo que se encontra sob uma camada de sal situada alguns quilômetros abaixo do leito do mar. Acredita-se que a camada do pré-sal, formada há 150 milhões de anos, possui grandes reservatórios de óleo leve (de melhor qualidade e que produz petróleo mais fino). De acordo com os resultados obtidos através de perfurações de poços, as rochas do pré-sal se estendem por 800 quilômetros do litoral brasileiro, desde Santa Catarina até o Espírito Santo, e chegam a atingir até 200 quilômetros de largura.
2. Qual é o potencial de exploração de pré-sal no Brasil?
Estima-se que a camada do pré-sal contenha o equivalente a cerca de 1,6 trilhão de metros cúbicos de gás e óleo. O número supera em mais de cinco vezes as reservas atuais do país. Só no campo de Tupi (porção fluminense da Bacia de Santos), haveria cerca de 10 bilhões de barris de petróleo, o suficiente para elevar as reservas de petróleo e gás da Petrobras em até 60%.
Caso a expectativa seja confirmada, o Brasil ficaria entre os seis países que possuem as maiores reservas de petróleo do mundo, atrás somente de Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes.
4. Como o Brasil vai explorar essa riqueza?
A grande polêmica está justamente na tecnologia que será necessária para a extração. O Brasil ainda não dispõe de recursos necessários para retirar o óleo de camadas tão profundas e terá que alugar ou comprar de outros países. O campo de Tupi, por exemplo, se encontra a 300 quilômetros do litoral, a uma profundidade de 7.000 metros e sob 2.000 metros de sal. É de lá e dos blocos contíguos que o governo espera que vá jorrar 10 bilhões de barris de petróleo.
Devido à falta de informações sobre os campos, ainda é muito cedo para se ter uma estimativa concreta de custos. No entanto, alguns estudos já dão uma ideia do tamanho do desafio. Uma pesquisa elaborada pelo banco USB Pactual, por exemplo, diz que seriam necessários 600 bilhões de dólares (45% do produto interno bruto brasileiro) para extrair os 50 bilhões de barris estimados para os blocos de exploração de Tupi, Júpiter e Pão de Açúcar (apenas 13% da área do pré-sal). A Petrobras já é mais modesta em suas previsões. Para a companhia, o custo até se aproxima dos 600 bilhões de dólares, mas engloba as seis áreas já licitadas em que é a operadora: Tupi e Iara, Bem-Te-Vi, Carioca e Guará, Parati, Júpiter e Carambá.
Testes realizados pela Petrobras em maio e junho deste ano mostraram que ainda não estão totalmente superados os desafios tecnológicos para explorar a nova riqueza. A produção no bloco de Tupi ficou abaixo dos 15.000 barris de petróleo que a Petrobras esperava extrair por dia durante o teste de longa duração.
Fora o risco de não haver os alardeados bilhões de barris de petróleo no pré-sal, a Petrobras ainda poderá enfrentar outros problemas. Existe a chance de a rocha-reservatório, que armazena o petróleo e os gás em seus poros, não se prestar à produção em larga escala a longo prazo com a tecnologia existente hoje. Como a rocha geradora de petróleo em Tupi possui uma formação heterogênea, talvez também sejam necessárias tecnologias distintas em cada parte do campo. Além disso, há o receio de que a alta concentração de dióxido de carbono presente no petróleo do local possa danificar as instalações.
Os recursos obtidos pela União com a renda do petróleo serão destinados ao Novo Fundo Social (NFS), que realizará investimentos no Brasil e no exterior com o objetivo de evitar a chamada "doença holandesa", quando o excessivo ingresso de moeda estrangeira gera forte apreciação cambial, enfraquecendo o setor industrial. De acordo com o governo federal, a implantação deste fundo será articulada com uma política industrial voltada as áreas de petróleo e gás natural, criando uma cadeia de fornecedores de bens e serviços nas indústrias de petróleo, refino e petroquímico. Parte das receitas oriundas dos investimentos do fundo irá retornar à União, que aplicará os recursos em programas de combate à pobreza, em inovação científica e tecnológica e em educação.
Embora tenha inicialmente se falado na desapropriação de blocos já licitados na camada do pré-sal, o governo já anunciou que serão garantidos os resultados dos leilões anteriores e honrados os contratos firmados. Porém, não haverá mais concessão de novos blocos à iniciativa privada ou à Petrobrás na área do pré-sal. Ao invés disso, será adotado o regime de partilha de produção, com a criação de uma empresa estatal, mas não operacional, para gerir os contratos de exploração.
A camada pré-sal refere-se a um conjunto de reservatórios mais antigos que a camada de sal, principalmente halita e anidrita. Esses reservatórios podem ser encontrados do Nordeste ao Sul do Brasil (onshore e offshore) e de uma forma similar no Golfo do México e na costa Oeste africana. A área que tem recebido destaque é o trecho que se estende do Norte da Bacia de Campos ao Sul da Bacia de Santos desde o Alto Vitória até o Alto de Florianópolis respectivamente. A espessura da camada de sal na porção centro-sul da Bacia de Santos chega a 2.000 metros, enquanto na porção norte da bacia de Campo está em torno de 200 metros. Este sal foi depositado durante o processo de abertura do oceano Atlântico, após a quebra do Gondwana (Antigo Supercontinente formado pelas Américas e África, que foi seguido do afastamento da América do Sul e da África, iniciado a cerca de 120 milhões de anos). As camadas mais recentes de sal foram depositadas durante a última fase de mar raso e de clima semi-árido/árido(1 a 7 M.a.).
O termo pré-sal é uma definição geológica que designa uma camada reservatória mais antiga do que a rocha de sal. Já o termo sub-sal, que também é uma definição geológica, significa que a rocha Primeiras descobertas
Nas rochas da camada pré-sal existentes no mundo, a primeira descoberta de reserva petrolífera ocorreu no litoral brasileiro, que passou a ser conhecida simplesmente como "petróleo do pré-sal" ou "pré-sal". Estas também são as maiores reservas conhecidas em zonas da faixa pré-sal até o momento identificadas.[1]
Depois do anúncio da descoberta de reservas na escala de dezenas de bilhões de barris, em todo o mundo começaram processos de exploração em busca de petróleo abaixo das rochas de sal nas camadas profundas do subsolo marinho. Atualmente as principais áreas de exploração petrolífera com reservas potenciais ou prováveis já identificadas na faixa pré-sal estão no litoral do Atlântico Sul. Na porção sul-americana está a grande reserva do pré-sal no litoral do Brasil, enquanto, no lado africano, existem áreas pré-sal em processo de exploração (em busca de petróleo) e mapeamento de reservas possíveis no Congo (Brazzaville)[2] e no Gabão.[3] Além do Atlântico Sul, especificamente nas áreas atlânticas da América do Sul e da África, também existem camadas de rochas pré-sal sendo mapeadas à procura de petróleo no Golfo do México e no Mar Cáspio, na zona marítima pertencente ao Cazaquistão.[1] Nestes casos, foram a ousadia e o trabalho envolvendo geração de novas tecnologias de exploração, desenvolvidas pela Petrobras, que acabaram sendo copiadas ou adaptadas e vêm sendo utilizadas por multinacionais para procurar petróleo em camadas do tipo pré-sal em formações geológicas parecidas em outros locais do mundo. Algumas das multinacionais petrolíferas que estão procurando petróleo em camadas do tipo pré-sal no mundo aprenderam diretamente com a Petrobras, nos campos que exploram como sócias da Petrobras no Brasil.
O pré-sal brasileiro
As reservas de petróleo encontradas na camada pré-sal do litoral brasileiro estão dentro da área marítima considerada zona econômica exclusiva do Brasil. São reservas com petróleo considerado de média a alta qualidade, segundo a escala API. O conjunto de campos petrolíferos do pré-sal se estende entre o litoral dos estados do Espírito Santo até Santa Catarina, com profundidades que variam de 1000 a 2000 metros de lâmina d'água e entre quatro e seis mil metros de profundidade no subsolo, chegando portanto a até 8000m da superfície do mar, incluindo uma camada que varia de 200 a 2000m de sal.[4][5][6]
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Camada_pr%C3%A9-sal

Plataforma P-52, que extrai petróleo do campo de Roncador, inclusive da camada pré-sal
O geólogo e ex-funcionário da Petrobras Márcio Rocha Mello acredita que o pré-sal pode ser bem maior do que os 800 quilômetros já identificados, estendendo-se de Santa Catarina até o Ceará.[7]
Apenas com a descoberta dos três primeiros campos do pré-sal, Tupi, Iara e Parque das Baleias, as reservas brasileiras comprovadas, que eram de 14 bilhões de barris, aumentaram para 33 bilhões de barris. Além destas existem reservas possíveis e prováveis de 50 a 100 bilhões de barris.
A descoberta do petróleo nas camadas de rochas localizadas abaixo das camadas de sal só foi possível devido ao desenvolvimento de novas tecnologias como a sísmica 3D e sísmica 4D, de exploração oceanográfica, mas também de técnicas avançadas de perfuração do leito marinho, sob até 2 km de lâmina d'água.
O pré-sal está localizado além da área considerada como mar territorial brasileiro, no Atlântico Sul, mas dentro da região considerada Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Brasil. É possível que novas reservas do pré-sal sejam encontradas ainda mais distantes do litoral brasileiro, fora da ZEE, mas ainda na área da plataforma continental, o que permitiria ao Brasil reivindicar exclusividade sobre futuras novas áreas próximas. Vale lembrar que alguns países nunca assinaram a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, e alguns dos que o fizeram não ratificaram o tratado.
Origem


Processo de separação da América do Sul e África e surgimento do Atlântico Sul, entre 140 e 60 milhões de anos atrás, quando se formou o petróleo do pré-sal
O petróleo do pré-sal está em uma rocha reservatório localizada abaixo de uma camada de sal nas profundezas do leito marinho.
Entre 300 e 200 milhões de anos havia um único continente, a Pangeia, que há cerca de 200 milhões de anos se subdividiu em Laurásia e Gondwana. Há aproximadamente 140 milhões de anos teve inicio o processo de separação entre as duas placas tectônicas sobre as quais estão os continentes que formavam o Gondwana, os atuais continentes da África e América do Sul. No local em que ocorreu o afastamento da África e América do Sul, formou-se o que é hoje o Atlântico Sul.
Nos primórdios, formaram-se vários mares rasos e áreas semi-pantanosas, algumas de água salgada e salobra do tipo mangue, onde proliferaram algas e microorganismos chamados de fitoplâncton e zooplâncton. Estes microorganismos se depositavam continuamente no leito marinho na forma de sedimentos, misturando-se a outros sedimentos, areia e sal, formando camadas de rochas impregnadas de matéria orgânica, que dariam origem às rochas geradoras. A partir delas, o petróleo migrou para cima e ficou aprisionado nas rochas reservatórios, de onde é hoje extraído. Ao longo de milhões de anos e sucessivas Eras glaciais, ocorreram grandes oscilações no nível dos oceanos, inclusive com a deposição de grandes quantidades de sal, que formaram as camadas de sedimento salino, geralmente acumulado pela evaporação da água nestes mares rasos. Estas camadas de sal voltaram a ser soterradas pelo oceano e por novas camadas de sedimentos quando o gelo das calotas polares voltou a derreter nos períodos inter-glaciais.
Estes microrganismos sedimentados no fundo do oceano, soterrados sob pressão e com oxigenação reduzida, degradaram-se muito lentamente e, com o passar do tempo, transformaram-se em petróleo, como o que é encontrado atualmente no litoral do Brasil.
O conjunto de descobertas situado entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo (Bem-te-vi, Carioca, Guará, Parati, Tupi, Iara, Caramba e Azulão ou Ogun) ficou conhecido como "Cluster Pré-Sal", pois o termo genérico "Pré-Sal" passou a ser utilizado para qualquer descoberta em reservatórios sob as camadas de sal em bacias sedimentares brasileiras.
Ocorrências similares sob o sal podem ser encontradas nas Bacias do Ceará (Aptiano Superior), Sergipe-Alagoas, Camamu, Jequitinhonha, Cumuruxatiba e Espírito Santo, no litoral das ilhas Malvinas, mas também já foram identificadas no litoral atlântico da África, no Japão, no Mar Cáspio e nos Estados Unidos, na região do Golfo do México. A grande diferença deste último é que o sal é alóctone (vindo de outras regiões), enquanto o brasileiro e o africano são autóctones (formado nessas regiões) (Mohriak et al., 2004).
Os nomes que se anunciam das áreas do Pré-Sal possivelmente não permanecerão, pois, se receberem o status de "campo de produção", deverão ser rebatizados segundo o artigo 3° da Portaria ANP nº 90, com nomes ligados à fauna marinha.
reservatória está abaixo do sal, não necessariamente sendo uma camada mais antiga
A extração de petróleo da camada Pré-Sal


Petrobrás extraiu petróleo do pré-sal pela primeira vez em setembro de 2008. No campo de Tupi a fase de extração petrolífera chamada de "teste de longa duração" teve início em maio de 2009. A produção em escala comercial deve iniciar a partir de 2010
A descoberta de indícios de petróleo no pré-sal foi anunciada pela Petrobras em 2006. A existência de petróleo na camada pré-sal em todo o campo que viria a ser conhecido como pré-sal foi anunciada pelo ex-diretor da ANP e posteriormente confirmada pela Petrobras em 2007. Em 2008 a Petrobras confirmou a descoberta de óleo leve na camada sub-sal e extraiu pela primeira vez petróleo do pré-sal.[8][9]
Em setembro de 2008, a Petrobras começou a prospectar petróleo da camada pré-sal em quantidade reduzida. Esta exploração inicial ocorre no Campo de Jubarte (Bacia de Campos), através da plataforma P-34. A Petrobras afirma já possuir tecnologia suficiente para extrair o óleo da camada. O objetivo da empresa é desenvolver novas tecnologias que possibilitem maior rentabilidade, principalmente nas áreas mais profundas. [10]
Um problema a ser enfrentado pelo país diz respeito ao ritmo de extração de petróleo e o destino desta riqueza. Se o Brasil extrair todo o petróleo muito rapidamente, este pode se esgotar em apenas uma geração. Se o país se tornar um grande exportador de petróleo bruto, isto pode provocar a sobrevalorização do câmbio, dificultando as exportações e facilitando as importações; fenômeno conhecido como "mal holandês", que pode resultar no enfraquecimento de outros setores produtivos como a indústria e agricultura. [11]
Administração do pré-sal
O governo brasileiro pretende criar uma nova estatal, que está sendo chamada provisoriamente de Petrosal.[12][13] Esta nova empresa não seria destinada à exploração direta do petróleo, mas principalmente à administração dos mega-campos e à contratação de empresas petrolíferas para explorá-los em parceria com a Petrobras, definido conjuntamente com o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). É provável que esta empresa fique responsável pela gestão da parte do petróleo que ficará como pagamento para o governo no novo modelo de partilha de produção. Ainda não está claro se esta empresa também poderá investir em desenvolvimento tecnológico da área.
Alguns setores da sociedade brasileira chegaram a defender que a Petrobras tivesse exclusividade na gestão e exploração dos campos, mas o governo afirma que isto seria inviável no novo modelo de partilha de produção, pois existe uma grande participação de capital privado na empresa e o risco de esta tornar-se poderosa demais.[14]
Impacto na legislação vigente
A descoberta das reservas do pré-sal tem provocado grandes debates em todo o país. Desde sua descoberta, muitos passaram a defender novos modelos de regulação para preservar uma parte maior desta riqueza para o país, envolvendo mudanças na atual Lei do Petróleo (lei nº 9.478 de 1997).[15]
Uma comissão inter-ministerial organizada em 2008, trabalhou durante um ano discutindo diferentes propostas para elaborar um novo projeto de marco regulatório para o pré-sal.[16] Durante o período em que foram discutidos os novos projetos, os leilões de petróleo foram interrompidos na área do pré-sal.
Em 31 de agosto de 2009 o Governo federal do Brasil anunciou quatro novos projetos para mudança no marco regulatório para o pré-sal.
FONTE:http://www.suapesquisa.com/geografia/petroleo/camada_pre_sal.htm
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